quinta-feira, 22 de março de 2012

Falando um pouco sobre prevenção de UP's.



Avaliação de risco

A investigação epidemiológica tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, proporcionando uma melhor compreensão dos fatores de risco importantes para o desenvolvimento das úlceras de pressão. Esta literatura deve sustentar a avaliação de risco, na prática. Contudo, devemos ser cuidadosos na interpretação dos resultados destes estudos de investigação epidemiológicos, já que os resultados podem depender dos factores de risco incluídos no modelo multi-variável.


Política de Avaliação de Risco


1. Estabelecer uma política de avaliação dos riscos em todas as instituições de saúde. (Força de Evidência = C).


Cada instituição de saúde deve ter uma política em vigor que inclua recomendações claras para uma abordagem estruturada da avaliação dos riscos relevantes para essa instituição; área clínicas alvo, calendarização da avaliação inicial e reavaliações, documentação para a avaliação do risco e comunicação dessa informação a toda a equipa de saúde. 




2. Educar os profissionais de saúde sobre a forma como obter uma avaliação de riscos precisa e confiável. (Força de Evidência = B). 




3. Documentar todas as avaliações de risco. (Nível de Evidência = C).




A documentação das avaliações de risco é imprescindível para assegurar a comunicação dentro da equipa multidisciplinar, demonstrando que o plano de cuidados é apropriado e fornece referenciais para o acompanhamento da evolução do indivíduo.



Recomenda-se a utilização de uma avaliação de riscos estruturada (Nível de evidência
C) que poderá ser baseada em escalas preditivas, cuja mais utilizada na literatura é a
Escala de Braden. (Escala de Braden Q, para crianças de 1 a 5 anos e Escala de
Braden, para pacientes com mais de 5 anos).



A escala de Braden, por ser a mais utilizada medida preditiva, tem norteado boa parte
das diretrizes de cuidado. Esta é composta pelos seguintes fatores riscos ou sub-escalas:
percepção sensorial, mobilidade e atividade, nutrição, fricção e cisalhamento, umidade e perfusão tissular e oxigenação para a Braden Q.


A pontuação absoluta de um paciente em uma escala preditiva, contudo, deve ser
acrescida de uma avaliação clínica e abrangente, que considere outras co-morbidades e
condições do paciente, incluindo aqui a contribuição de outras equipes multiprofissionais,
viabilizando assim que um plano de prevenção adequado seja implantado.



Essa avaliação do paciente, para detecção precoce de riscos para desenvolvimento de
UP, deve ocorrer na admissão, com re-avaliação em intervalos regulares ou na
ocorrência de alterações clínicas. 


Recomenda-se, para algumas unidades específicas o intervalo de re-avaliações em:
a) pacientes agudos a cada 24 horas;
b) pacientes de longa permanência uma vez por semana no primeiro mês e a cada três
meses e;
c) home care no momento da visita do enfermeiro.



A avaliação global da pele para as áreas de hiperemia não reativa exige uma inspeção
visual e tátil, sendo que as primeiras indicações de uma úlcera por pressão em desenvolvimento incluem:


• Mudança de coloração (vermelhidão/ eritema);
• Alteração da textura da pele;
• Alteração da sensibilidade da superfície da pele.



Em pessoas negras, os seguintes sinais podem indicar o desenvolvimento de UP:


• Eritema persistente (hiperemia não reativa),
• Bolhas
• Descoloração (áreas localizadas de coloração roxa/ azul)
• Calor, edema e endurecimento localizado.


Vimos a importância da avaliação de risco, pois em cima deste resultado iremos implementar nosso plano de cuidados para prevenção das UP's.


No próximo post falaremos de quais são estas medidas que deveremos prescrever para nossos clientes em risco de desenvolver UP's.


Até lá!







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