Pensei em movimentar um pouco o nosso blog e resolvi postar sobre Úlceras por Pressão, é um mal que acomete muitos pacientes acamados e que é também o principal indicador de qualidade do serviço de enfermagem. Dá para perceber que teremos muito o que falar por aqui...
Bem, dada a importância e abrangência do conteúdo irei postar por trechos, acredito que assim fique melhor para avaliação, discussão e entendimento (espero que concordem).
Bom, vamos ao trabalho!
Úlceras por Pressão, o que é?
Antes de qualquer coisa gostaria de registrar que úlceras por pressão e escaras NÃO são sinônimos... Vamos esclarecer...
Úlcera por Pressão: é uma ulceração, ferida provocada por uma isquemia tecidual decorrente de uma pressão externa prologada.
Escara: é uma capa necrótica, geralmente escura que se forma na superfície de uma lesão. Seria a área de necrose de coagulação em uma ferida, que pode ser uma úlcera por pressão.
Esclarecido este ponto, vamos prosseguir...
Definindo melhor Úlceras por Pressão (UP)
Segundo o EPUAP (European Pressure Ulcer Advisory Panel) e o NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory Panel) uma úlcera por pressão é uma lesão localizada da pele ou tecido subjacente, normalmente sobre uma proeminência óssea, em resultado da pressão, ou de uma combinação entre esta e forças de fricção. Às úlceras de pressão, também estão associadas fatores contribuintes e de confusão, cujo papel ainda não se encontra totalmente esclarecido.
Classificação
De acordo com o Guidilines Internacional de Prevenção e Tratamento de Úlceras de Pressão, desenvolvido pelo EPUAP e NPUAP, foi sugerido o termo "Categoria" para classificação das UP's, isto por ser um termo neutro que substitui eficazmente "grau" e "estágio", além do que, este termo nos liberta das noções errôneas da "progressão de I para IV" e da "cicatrização de IV para I".
Acordaram-se 4 níveis de lesão. Sendo que os termos inclassificável e lesão de tecido profundo, para a EPUAP (Europa) são classificados como categoria IV, diferentemente da NPUAP (EUA) que consideram como uma categoria adicional.
Nestes termos ficou assim a classificação:
Categoria I - Eritema não branqueável
Categoria II - Perda parcial da espessura da pele
Categoria III - Perda total da espessura da pele
Categoria IV - Perda total da espessura dos tecidos
Inclassificáveis/ Não graduáveis - Perda total da espessura da pele ou de tecidos - profundidade indeterminada (apenas para NPUAP - EUA)
No próximo post discutiremos melhor estas classificações exemplificando-as.
Até lá!


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